sábado, 29 de abril de 2017

Circo de ilusões

Envolveste-me na figura de um palhaço
Diminuiu-se as distâncias ao aumentar nossos passos
Era o sonho mais lindo que eu poderia construir
Mas se desfez junto com o meu coração a se partir
Fez-me chorar a figura típica que só me faria rir
Fim de um espetáculo que só buscava me iludir

Raíssa Stèphanie

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pensée




O que esperar desta flor
Que começa a nascer?
Algo tão singelo e real
Que ainda nem consigo crer

Primavera que brota em meu peito
E não teme em crescer
Já há amor em meu jardim
E eu não consigo esconder


Raíssa Stèphanie

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Enfim




Encontro em seus olhos
Uma beleza que nunca vi antes
Sento em seu colo e mergulho em teu cafuné

Pensei que esse momento nunca chegaria
Uma névoa pesada há muito me cobria
E todos os dias era a mesma agonia
Os cacos de minh'alma todo o tempo emergiam

A dor do corpo nunca foi o meu martírio
As lembranças, as mentiras, as mágoas
Foram todas o meu maior estigma

Deixei registrado e anunciado
Que haveria forma sim de perdoar
Ver o outro seguir e sua felicidade cultivar

Mas meu coração entende sabiamente
Como também pode se curar
E mais uma vez ele palpita e sente
Quando você vem me acalentar

Parece tudo um sonho. Oh, céus!
Será que já é real o que há muito estive a buscar?
Estou envolvida em teus abraços
Enfim, consigo descansar


Raíssa Stèphanie


Escrevi este poema em 26 de julho, uma inspiração que veio em meio a uma sensação que eu ainda desconhecia. Não fiz pensando em alguém específico. Na verdade, fiz pensando em alguém que eu sentia que estava chegando. Pareceu-me que esta sensação era um anúncio do que estava para me acontecer.
E aconteceu... s2

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O que aconteceu?




Índio
Se tu soubesses a dor que dilacera o meu peito
Afinal, o que é que aconteceu?

Se não fui nem por um segundo um desejo seu
Então por que me fez acreditar em tudo que me escreveu?

Eu não recebo um mísero sinal teu
Uma maldita explicação
Nem mesmo uma porcaria de adeus

Ó índio
O que aconteceu?