sábado, 5 de dezembro de 2009

(Des)Crença


É o que eu creio
Não haverá ninguém para me fazer
Mudar de ideia

Já desisti
Em muita coisa eu já descri
Não há no que crer

Não tenho mais planos
Nem sonhos
Nem em amar penso poder

Já se foram os tempos em que esperei por alguém
Já foram até os que procurei por alguém
Inflexível e corrosiva
É assim que estou

Já desejei ter um tempo especial
Com aquele que amo
Mas isso nem posso mais
Tempo agora poderei ter
Mas quem eu amo?

Nem a coisa amada sei definir
Então como o amor há de existir?
O desejo de amar e ser amada já não se tem
Então como posso ir além?


Raíssa Stèphanie

Um comentário:

  1. Rah! Minha querida amiga, também já enfrentei momentos de descrença total, tanto nos "criadores" quanto nas "criaturas". Sei (ou não) como essas coisas funcionam. Mas minha teoria se confirma nessas horas através de suas palavras: A tristeza não deve ser encarada como uma patologia, e sim como o que ela verdadeiramente é: Um sentimento. Sentimento que, de tão intenso e verdadeiro (por vezes me pergunto se não seria o mais verdadeiro de todos), transborda poemas, poesias e sabedorias que estavam incultas no coração das pessoas. Faz todos perceberem o que está por trás da vida maquiada da grandes cidades e das pessoas importantes.

    Estou sempre aqui, disposto a falar com você. Não precisas passar por isso sozinha, gosto muuuito de vc!

    Um abraço!

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