sábado, 31 de julho de 2010

Pobre Cinderella


Sempre e sempre a sorrir, a te alegrar
À espera do príncipe, quão boba tu és
Alimentas-te da esperança de que ele possa voltar

Pobre Cinderella, acorda desse sonho
Já passa da meia noite, prepara-te ao revés
Põe-te de volta a este clamor tão tristonho

Ele não voltará, dou-te meu conselho
Deixa de ser boba, queira isto superar
Por que te repudio? Por que não te deixo amar?
Sofri assim e ainda sofro, a ti me assemelho

Descalça destes utópicos sapatos teus pés
Não queira viver de inúmeras ilusões
Sejamos felizes, ao invés
De querermos maltratar nossos corações


Raíssa Stèphanie

No Espaço Aberto


Entre os demais, nós dois, ambos no Espaço Aberto
Eu sentada, você de pé, razoavelmente perto
E eu nem sequer consegui olhar para trás
Para ver se você era capaz
De ao menos sorrir para mim



Raíssa Stèphanie

terça-feira, 27 de julho de 2010

5 Meses - I'm only falling apart


De minha tristeza,

Já nem preciso comentar
Todos dela já sabem
E já cansaram do meu lamentar

Perdoem-me se nisto insisto
Mas por enquanto sem ele não existo


Aah ;~~ Não sei como terminar essa coisa. ¬¬


Hoje mais um mês se completa desta sua maldita ausência.
Não sei exatamente o que escrever. Na verdade, nem quero escrever. De certa forma, nunca quis escrever coisa alguma, mas tudo o que já escrevi até agora é um meio que tenho pra liberar essas angústias. Sou praticamente obrigada a liberá-las para que eu possar respirar um pouquinho melhor e assim escrevo. Escrevo e alivio um pouco a dor que tanto me desaba. Esperei e ainda espero. Hoje, dia 27, completa-se 5 meses desta espera. Eu estava tão confiante de que esta espera começasse a ser suprida, mas agora já nem sei mais.

Tampouco me intimida a opinião contrária de muitos. Sei que há muitos melhores para mim. Todavia, a beleza que tantos focam não é de tamanho interesse para mim. É você... Você sim! O centro de meu maior interesse, ainda que possua tantos e tantos defeitos que muitos têm mania de apontar. Porém, se muitos não sabem ou não querem enxergar você tem algo muito bom que seria ótimo que fosse reconhecido. Não pelos outros, isso seria apenas consequência. Seria ótimo que você mesmo reconhecesse esta sua maravilhosa capacidade.

Se estou ou ficarei chateada? Feliz e/ou infelizmente não consigo esta façanha. Não consigo sentir raiva de ninguém, não por muito tempo. Muito menos por você. E o pior ou melhor fato é que não sei dizer se irei realmente chutar o pau da barraca ou se continuarei te esperando entre meus lamentos.

Feliz ou infelizmente amor que é amor não acaba mesmo. Eu que tanto lutei e relutei com este sentimento, no final das contas ele não se foi e continua me machucando. Uma dor desgraçada com o um gostinho de esperança alimentada por uma gostosa, porém venenosa, ilusão.

Ah, Magrão. Você tem tanta razão no que me disse, mas eu custo aceitar tal caminho já que nós dois ainda alimentamos tal sentimento um pelo outro. Por isso insisto, por que não tentar? Se é o medo de me machucar, isso já deveria ter acabado há tempos, posto que já me machuquei bastante de qualquer jeito. Ainda sinto demais sua falta. "De rocha!" =/


Tu não mereces o meu perdão
Mas mesmo assim te concedo
Quando devia estar ao meu lado
Meu bem, você teve medo


Raíssa Stèphanie


"[...]
(Turn around)
Every now and then, I get a little bit tired
Of listening to the sound of my tears
[...]
Every now and then, I fall apart
[...]
Once upon a time, I was falling in love
But now, I'm only falling apart
There's nothing I can do
A total eclipse of the heart
Once upon a time, there was light in my life
But now, there's only love in the dark
Nothing I can say
A total eclipse of the heart"

[Total Eclipse of the heart - Bonnie Tyler]

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Chutar o Pau da Barraca


Ainda chuto o pau dessa barraca

E é aí que você vai ver
O quão profundo o amor é, mas passa
Quando não se leva a sério o seu bem querer

Um dia ainda vou lhe faltar
Sem vestígios de me arrepender
Não adiantará lamentar
Pois o culpado terá sido você

Pode até tentar implorar
Mas perdão não irá merecer
Quando devia mais valor me dar
Você não fez acontecer

Ainda chuto o pau dessa barraca
E é aí que você vai ver
O quão profundo o amor é, mas passa
Quando não se leva a sério o seu bem querer


Até esse dia chegar

Posso até chorar
Posso até sofrer
Mas isso ainda há de acabar
No final, será você a se arrepender

Ainda chuto, chuto sim
O pau desta maldita barraca
Amei tanto, amei sim
Mas este sofrido amor passa
Te farei falta, farei sim
A paciência um dia se acaba

Ainda chuto, chuto sim
Então a barraca desaba
E já era você em mim
Era uma vez o amor...
O amor, enfim...
Amor... Desamor...
Desamor e fim...

Ainda chuto o pau dessa barraca
E é aí que você vai ver
O quão profundo o amor é, mas passa

Quando não se leva a sério o seu bem querer


Raíssa Stèphanie

domingo, 25 de julho de 2010

Maldito Penar




Qual é a maldita importância

Que você dá para isso?

Você tem ideia de tudo
O que eu já passei?
Do tanto que eu já chorei?
Do quanto eu me importei?

Não queira dizer
Que não quer me machucar
Se tanto eu já me machuquei
Não queira dizer
Que não merece meu amor
De desculpas já cansei

Quanto tempo ainda tenho de esperar?
Quanto mais ainda tenho de chorar?
Custa tanto assim tentar?

Queria fazer parte ao menos

Um pouco da sua vida
Queria receber seu carinho
Ter tal felicidade merecida

Não me faça mais esperar
Dói demais este maldito penar


Raíssa Stèphanie

terça-feira, 13 de julho de 2010

Chora



Chora

Chora tua realidade morta
Tua vida torta
A partida daquele que você mais amou

Chora
Pois nada do que se foi terá volta
Nada mais te resta e não te adiantará a revolta
Pois definitivamente acabou

Chora
Pois é só isso que sabes fazer
E na vida nem tens mais prazer
Chora, como nunca antes chorou

Chora

Mas chora só nestes momentos
Pois há mais o que fazer depois destes tormentos
Depois, ergue-te e recomeça

Limpa tuas lágrimas
Cuida das tuas feridas
Levanta a cabeça
Segue em frente
E não olha mais para trás

Se quiseres voltar
Estarás como antes a fraquejar
E novamente cairás

Então chora só agora, triste criatura
Mas não permanece a te afundar nessa amargura

E faz um favor à humanidade
Volta a sorrir com aquela tua espontaneidade


Raíssa Stèphanie

domingo, 11 de julho de 2010

Nada mais



Como dizer que te esqueci?

Como dizer que não te amo mais?
Seriam apenas mentiras
Seria apenas mascaramento

Como te esquecer?
Se volta e meia te vejo
Se volta e meia falo de você
Se quando olho pra você
Você está olhando pra mim

Como dizer que estou feliz?
Se vez ou outra desabo
Se vez ou outra imploro a sua volta
Se você não está aqui

E o que mais me dói
É quando nossos olhares se encontram
E só isso pode acontecer
Apenas isso, nada mais



Raíssa Stèphanie