sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Despedida


Olha em que altura você chegou
Me fez subir, me enlaçou
Criou uma quimera-oportunidade
Não deve ter pensado na gravidade
Destruiu meus planos

Menosprezou meus sentimentos
Me jogou num canto
Não pensou sequer um momento
Se isso não me machucaria

Caí neste abismo
Acabaste com os meus sonhos
Acabaste com os meus dias
Implantaste em mim o pior da dor

Da amizade, da confiança, do amor
Só me resta a despedida


Raíssa Stèphanie


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Despedida? Pro amor?

Das incríveis palavras retiro o amor, jogo-o sem medo num precipício e mesmo que inconsciente me atiro junto...! Da despedida, restam lembranças...

Das lembranças a dor da perda...

Da dor a Experiência...

E desta, só me resta o conhecimento de que este ser raquítico pulsa e perene implora a tua presença, amou com todas as forças!

A despedida de agora, pode ser pra sempre...

Pra sempre...

ATÉ MEU CORAÇÃO TE VER.

Kassia Modesto


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Despedida assim me propus
Não ao amor em si
Pois seria para mim a maior hipocrisia

Despedi-me daquele que há tantos anos amei
Mas que com descaso fui correspondida
Pelo sentimento que com tanta dedicação cultivei
Será que esta resposta eu merecia?

Foi cruel, foi sem medida
Só me fez abrir mais e mais as feridas


Raíssa Stèphanie


[1 de setembro de 2011]

Súplica




Eu não sou uma máquina
Não sou capaz de ignorar o que você faz comigo
Eu não sou perfeita
Mas dou tudo de mim pra ver se consigo

Tenho que sufocar esta dor maldita
Todo dia ela vem para me atormentar
É um exercício constante de perdão
É quase impossível, verdade seja dita

Não há verão que me aqueça
Desse frio que me gela e paralisa
E por mais que eu tente e implore: Esqueça
Eu já não sei o que posso fazer da minha vida

Tento viver, mas a dor está aqui
Tento esconder, mas as lágrimas sempre estão a surgir
Eu não me permito em uma mentira viver mais
Então lhe peço, por favor, deixe-me pra trás


Raíssa Stèphanie

sábado, 29 de abril de 2017

Circo de ilusões


Envolveste-me na figura de um palhaço
Diminuiram-se as distâncias ao aumentar nossos passos
Era o sonho mais lindo que eu poderia construir
Mas se desfez junto com o meu coração a se partir
Fez-me chorar a figura típica que só me faria rir
Fim de um espetáculo que só buscava me iludir

Raíssa Stèphanie

[21 de novembro de 2011]

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pensée




O que esperar desta flor
Que começa a nascer?
Algo tão singelo e real
Que ainda nem consigo crer

Primavera que brota em meu peito
E não teme em crescer
Já há amor em meu jardim
E eu não consigo esconder


Raíssa Stèphanie

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Enfim




Encontro em seus olhos
Uma beleza que nunca vi antes
Sento em seu colo e mergulho em teu cafuné

Pensei que esse momento nunca chegaria
Uma névoa pesada há muito me cobria
E todos os dias era a mesma agonia
Os cacos de minh'alma todo o tempo emergiam

A dor do corpo nunca foi o meu martírio
As lembranças, as mentiras, as mágoas
Foram todas o meu maior estigma

Deixei registrado e anunciado
Que haveria forma sim de perdoar
Ver o outro seguir e sua felicidade cultivar

Mas meu coração entende sabiamente
Como também pode se curar
E mais uma vez ele palpita e sente
Quando você vem me acalentar

Parece tudo um sonho. Oh, céus!
Será que já é real o que há muito estive a buscar?
Estou envolvida em teus abraços
Enfim, consigo descansar


Raíssa Stèphanie


Escrevi este poema em 26 de julho, uma inspiração que veio em meio a uma sensação que eu ainda desconhecia. Não fiz pensando em alguém específico. Na verdade, fiz pensando em alguém que eu sentia que estava chegando. Pareceu-me que esta sensação era um anúncio do que estava para me acontecer.
E aconteceu... s2

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O que aconteceu?




Índio
Se tu soubesses a dor que dilacera o meu peito
Afinal, o que é que aconteceu?

Se não fui nem por um segundo um desejo seu
Então por que me fez acreditar em tudo que me escreveu?

Eu não recebo um mísero sinal teu
Uma maldita explicação
Nem mesmo uma porcaria de adeus

Ó índio
O que aconteceu?

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sinal




Letra: Raíssa Stèphanie
Música: Colors (Halsey)


Eu não consigo entender bem o que aconteceu
Foram quatro dias intensos, não posso esquecer
Havia acabado de desistir de encontrar
Alguém pra amar e então você apareceu

Tentei evitar de te conhecer
Por medo de me envolver de novo assim
E então você chegou mais perto e veio me guiar
Foi mais do que uma dança a me oferecer

E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz

E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz

Sei que de esperanças não posso me embeber
Mas meu coração nunca soube como se conter
Ficou bem claro que o seu medo é deixar rolar
Uma história que por fim possa nos machucar

Então eu prometi que iria te entender
Mas será que faria o mesmo por mim?
Estou cansada de ter que só me magoar
Mas o meu sonho é ter você perto de mim

E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz

E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz

Só não esqueça, sei que esperar é o melhor caminho
Mas é aquele que mais me dói, peço que quando pensar em mim
Me dê um sinal, talvez com isso eu consiga ao menos suportar

E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz

E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz

E permanece aqui...
Que me conduz
E permanece aqui...
Só me seduz


Link para conhecer a música original:
https://www.youtube.com/watch?v=JGulAZnnTKA

Tua