quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Pensée
O que esperar desta flor
Que começa a nascer?
Algo tão singelo e real
Que ainda nem consigo crer
Primavera que brota em meu peito
E não teme em crescer
Já há amor em meu jardim
E eu não consigo esconder
Raíssa Stèphanie
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Enfim
Encontro em seus olhos
Uma beleza que nunca vi antes
Sento em seu colo e mergulho em teu cafuné
Pensei que esse momento nunca chegaria
Uma névoa pesada há muito me cobria
E todos os dias era a mesma agonia
Os cacos de minh'alma todo o tempo emergiam
A dor do corpo nunca foi o meu martírio
As lembranças, as mentiras, as mágoas
Foram todas o meu maior estigma
Deixei registrado e anunciado
Que haveria forma sim de perdoar
Ver o outro seguir e sua felicidade cultivar
Mas meu coração entende sabiamente
Como também pode se curar
E mais uma vez ele palpita e sente
Quando você vem me acalentar
Parece tudo um sonho. Oh, céus!
Será que já é real o que há muito estive a buscar?
Estou envolvida em teus abraços
Enfim, consigo descansar
Raíssa Stèphanie
Escrevi este poema em 26 de julho, uma inspiração que veio em meio a uma sensação que eu ainda desconhecia. Não fiz pensando em alguém específico. Na verdade, fiz pensando em alguém que eu sentia que estava chegando. Pareceu-me que esta sensação era um anúncio do que estava para me acontecer.
E aconteceu... s2
quinta-feira, 14 de julho de 2016
O que aconteceu?
Índio
Se tu soubesses a dor que dilacera o meu peito
Afinal, o que é que aconteceu?
Se não fui nem por um segundo um desejo seu
Então por que me fez acreditar em tudo que me escreveu?
Eu não recebo um mísero sinal teu
Uma maldita explicação
Nem mesmo uma porcaria de adeus
Ó índio
O que aconteceu?
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Sinal
Letra: Raíssa Stèphanie
Música: Colors (Halsey)
Eu não consigo entender bem o que aconteceu
Foram quatro dias intensos, não posso esquecer
Havia acabado de desistir de encontrar
Alguém pra amar e então você apareceu
Tentei evitar de te conhecer
Por medo de me envolver de novo assim
E então você chegou mais perto e veio me guiar
Foi mais do que uma dança a me oferecer
E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz
E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz
Sei que de esperanças não posso me embeber
Mas meu coração nunca soube como se conter
Ficou bem claro que o seu medo é deixar rolar
Uma história que por fim possa nos machucar
Então eu prometi que iria te entender
Mas será que faria o mesmo por mim?
Estou cansada de ter que só me magoar
Mas o meu sonho é ter você perto de mim
E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz
E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz
Só não esqueça, sei que esperar é o melhor caminho
Mas é aquele que mais me dói, peço que quando pensar em mim
Me dê um sinal, talvez com isso eu consiga ao menos suportar
E permanece aqui
Sua voz, seu cheiro, em meu pensar
Então caí na velha armadilha que é amar
Que me conduz
Que me conduz
E permanece aqui
O beijo, o toque, que faz suspirar
Eu não aguento, não tem jeito, eu vou me entregar
Só me seduz
Só me seduz
E permanece aqui...
Que me conduz
E permanece aqui...
Só me seduz
Link para conhecer a música original:
https://www.youtube.com/watch?v=JGulAZnnTKA
quarta-feira, 27 de abril de 2016
(A)Mar
Deixo pra lá
Antes que eu me jogue no mar
De incertezas do meu coração
São ondas violentas
Tão frias, tão densas
Não quero me perder
Deixo pra lá?
Caudaloso (a)mar
Raíssa Stèphanie
domingo, 24 de abril de 2016
Lead sobre Você
Eu não sei como vai ser daqui para frente
Mas eu sei o que quero
E com quem eu quero
Talvez tudo fique bastante diferente
Mas sei o quanto quero
E te espero
Raíssa Stèphanie
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Espontâneo
Todos os poemas e todas as músicas que já escrevi na vida eu escrevi porque meus sentimentos transbordam de tal maneira que não consigo conter. Sempre fiz as coisas de coração e, ainda que eu tenha me machucado demais, não me arrependo, pois faço de corpo e alma. Tudo que já escrevi até hoje são fatos sobre mim, por isso o nome do meu blog é Histórias de Amor. Hoje, conhecendo o blog ( Histórias com P. H. ) do meu mais novo amigo Lano Ribeiro, do qual agora sou super fã, eu descobri um poema belíssimo dele. Nunca na minha vida um poema me tocou tão fundo como esse. Nem meus poemas e minhas músicas disseram tanto sobre mim quanto este poema diz. Acho que a mensagem dele é que faltava para que eu achasse o caminho de volta para mim mesma. Nada acontece por acaso. Lano Ribeiro, só tenho a agradecer o carinho que está começando a crescer junto com esta amizade. Eu não esperava que alguém estivesse acompanhando com carinho as coisas que eu escrevo. Agora eu também sou sua fã. Muito obrigada!
Eis aqui, o poema maravilhoso que me representa:
Espontâneo
Analisando tudo, só me restou as lembranças
Claro que com todos tive a esperança
Que um dia desse certo
Finalmente algo concreto
Mas por enquanto eu sonho
Sonho com esses amores platônicos
Que um dia me fizeram almejar a felicidade
Ainda que não fosse verdade
Claro que com todos tive a esperança
Que um dia desse certo
Finalmente algo concreto
Mas por enquanto eu sonho
Sonho com esses amores platônicos
Que um dia me fizeram almejar a felicidade
Ainda que não fosse verdade
Eu sorri, eu chorei, eu amei
Aprendi, enfim
Que as vezes as máscaras são necessárias
Para um, eu fui a ingenuidade
Para outro, a Proteção
Para outro, ainda a Lealdade
E por último, fui Sedução
Me revesti de disfarces
Pra não transparecer
O meu eu tão transparente
Aprendi, enfim
Que as vezes as máscaras são necessárias
Para um, eu fui a ingenuidade
Para outro, a Proteção
Para outro, ainda a Lealdade
E por último, fui Sedução
Me revesti de disfarces
Pra não transparecer
O meu eu tão transparente
E nessa festa de fantasias
Em meio a tantas máscaras
Eu fui um pouco de tudo
E um pouco de nada
Fui oferecer a quem nada queria
Um singelo presente
Nem chegaram abrir
Nem sequer o papel rasgaram
Em meio a tantas máscaras
Eu fui um pouco de tudo
E um pouco de nada
Fui oferecer a quem nada queria
Um singelo presente
Nem chegaram abrir
Nem sequer o papel rasgaram
Na raiva
Fui arrancando uma por uma
Rasgando uma por uma
As máscaras que de nada me serviram
Mas ao tentar rasgar eu percebi
Na verdade não havia nada ali
Minha face limpa
Era eu o tempo todo
Eu fui ingenuidade, proteção
Lealdade e sedução
Mas só me encontrei
Quando deixei de ver o amor nos outros
E voltei a ver o amor em mim.
Fui arrancando uma por uma
Rasgando uma por uma
As máscaras que de nada me serviram
Mas ao tentar rasgar eu percebi
Na verdade não havia nada ali
Minha face limpa
Era eu o tempo todo
Eu fui ingenuidade, proteção
Lealdade e sedução
Mas só me encontrei
Quando deixei de ver o amor nos outros
E voltei a ver o amor em mim.
Paulo Herculano (Lano Ribeiro)
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